É possível explicá-los em poucas palavras? Eles mesmos serima capazes de fazer isso? Tanto Nietzsche quanto Freud, são personaldiades icônicas, seus feitos e palavras ecoam ainda nos dias de hoje, todavia, muito do que disseram e pensaram chega até nós, leitores, um tanto confuso e fragmentado. Mesmo os que estudam esses dois autores, acabam reduzindo a produção de ideias ou se apegam aos detalhes sem levar em conta o sentido das palavras. Há ainda, a chance de que eles, tal como uma gama enorme de outros filófoso e pensadores das mais diversas áreas do conhecimento, sejam somente um apanhado de contradições, algo que sugere que nada é por acaso. Quem move as cordas? Onde está a origem? Embora perturbadora, vejo que essa pergunta nos oferece uma oportunidade rara para nos situarmos num mundo que se tornou cada vez mais caótico e veloz na maneira de ser e agir. E quanto a você leitor, alguma vez já se pegou pensando durante suas leituras, se isso tudo tem um propósito egoísta ou se de fato, tais contribuições melhoraram a condição humana? Que pensamento, ideia ou frase impactante você sempre quis saber sobre esses e outros intelectuais, mas nunca teve coragem de perguntar? Deixe sua contribuição, ficarei contente em ajudar e sugerir leituras para melhorar seu repertório e entendimeto.
Ctônio: Memórias do Deus da morte
Blog oficial do escritor L. M. Dourado, autor de Ctônio: Memórias do Deus da Morte. Reúne bastidores da escrita, filosofia, mitologia, literatura, história da morte, processo criativo, resenhas, leituras comentadas e reflexões sobre cultura, imaginação e pensamento. Um espaço dedicado ao diálogo entre autor e leitores e ao registro da construção de uma obra literária inspirada nas tradições clássicas e na investigação filosófica.
quinta-feira, 5 de março de 2026
L. M. Dourado é professor de Filosofia, escritor e ensaísta. Sua produção literária investiga os pontos de encontro entre filosofia, mitologia, história, literatura e simbolismo, explorando como antigas narrativas continuam refletindo os conflitos da consciência humana. Autor de Ctônio: Memórias do Deus da Morte, desenvolve uma escrita que procura aproximar ficção e reflexão filosófica, reinterpretando mitos clássicos à luz de questões contemporâneas sobre a morte, a memória, o tempo, a identidade e a condição humana. Neste espaço reúne ensaios, bastidores da escrita, recomendações de leitura, reflexões filosóficas e registros de seu processo criativo, oferecendo ao leitor uma visão mais ampla do universo que inspira sua obra.
terça-feira, 10 de junho de 2025
Saudações caríssimos leitores, uma novidade, está chegando a esperada continuação de CtÔnIo: Memórias do Deus da morte. Após um longo período de introspecção, leituras e ensaios, está em processo de finalização a segunda parte dessa trilogia que promete levar o leitor de volta ao universo de Thanatos. Intitulado de, CaTáBaSe: Memórias do Deus da morte, a sequência parte imediatamente de onde o primeiro livro parou. Além das recordações do personagem principal e do aprofundamento nos dramas presentes na trama, veremos, com detalhes de tirar o fôlego, o destino do deus da morte, mais uma vez desafiado pelas incessantes investidas de Hípnos, seu irmão, o qual, é perseguido pelo Submundo. O termo Catábase que remete ao processo de queda, evoca a jornada de Thanatos no mundo dos mortos, palco de batalhas e descobertas inesperadas. O texto garante a presença de Thanatos e Hécate, com a adição de um inesperado companheiro, que se une aos protagonistas e busca sua redenção e justiça em meio aos excessos provocados pela presença do deus do Sono e sua vingança pessoal, diante de seus motivos egoístas. Ainda não temos uma data para o lançamento, mas aos leitores da obra e seguidores do Blog, fica essa informação: sejam pacientes, Thanatos voltará, mais sarcástico, irônico e, agora, com motivos ainda mais profundos para dar um basta nas armadilhas do Destino.
L. M. Dourado é professor de Filosofia, escritor e ensaísta. Sua produção literária investiga os pontos de encontro entre filosofia, mitologia, história, literatura e simbolismo, explorando como antigas narrativas continuam refletindo os conflitos da consciência humana. Autor de Ctônio: Memórias do Deus da Morte, desenvolve uma escrita que procura aproximar ficção e reflexão filosófica, reinterpretando mitos clássicos à luz de questões contemporâneas sobre a morte, a memória, o tempo, a identidade e a condição humana. Neste espaço reúne ensaios, bastidores da escrita, recomendações de leitura, reflexões filosóficas e registros de seu processo criativo, oferecendo ao leitor uma visão mais ampla do universo que inspira sua obra.
terça-feira, 19 de dezembro de 2023
Narciso não engana a morte!
Eis que Narciso, este a quem o desejo se tornou inacessível, de joelhos ante ao lago, eufórico e lúbrico. O olhar, vago e puro, um abismo de vazio e expectativa ante o próprio reflexo na margem. Quis recordar-se que havia feito uma promessa a si. Prometera não alimentar anseios sobre se conhecer. Mas que ambíguo sortilégio! Pois, quanto mais negava sua fronte, mais de si sabia dizer que nada sabia. Maldito em seu destino, rogou para que a tempestade tornasse aquele espelho em pintura. Como um desfoque impressionista. Todavia, tudo que podia fazer o vento, era contemplar sua beleza. Como quem vê e pensa, diz, que é, mais do que está. Narciso é um pobre condenado, é horrendo ser tão belo e não ter sombra alguma de traços desconexos. Nem sequer em prantos, lágrimas ou soluços, ele guardou desconfiança sobre sua perenidade. A morte seria seu alívio? Desiste cedo, é belo e seu defeito é a covardia. Que seja por acaso, então, pensou. Caiu em seu colo o quão óbvio e honesto é o desígnio. Poderia dele duvidar? Ora, que malogro, não posso fugir. Na pior hipótese, logrou crer que seu destino era duvidar do que já foi escrito. Narciso é um sintoma dentro de outro sintoma, um pesadelo que vive a alma de quem não dorme em paz, de quem não sabe como dormem as crianças ou... Ou, para o inferno beleza! Pensou Narciso: - Para o inferno beleza, não essa que a todos seduz e que por sina ainda há de salvar o mundo, refiro-me a mim.
Todos os direitos são reservados a Leandro Matzenbacher Dourado, é proibida a divulgação de material, sem autorização.
L. M. Dourado é professor de Filosofia, escritor e ensaísta. Sua produção literária investiga os pontos de encontro entre filosofia, mitologia, história, literatura e simbolismo, explorando como antigas narrativas continuam refletindo os conflitos da consciência humana. Autor de Ctônio: Memórias do Deus da Morte, desenvolve uma escrita que procura aproximar ficção e reflexão filosófica, reinterpretando mitos clássicos à luz de questões contemporâneas sobre a morte, a memória, o tempo, a identidade e a condição humana. Neste espaço reúne ensaios, bastidores da escrita, recomendações de leitura, reflexões filosóficas e registros de seu processo criativo, oferecendo ao leitor uma visão mais ampla do universo que inspira sua obra.
terça-feira, 5 de setembro de 2023
Ctônio: Memórias do Deus da morte é um livro violento?
Saudações caros leitores. A ideia do artigo de hoje é esclarecer algumas perguntas e comentários sobre o livro e a repercussão de alguns trechos que criaram algumas polêmicas. Penso que tais dúvidas podem ser esclarecidas diante de uma única pergunta: afinal, Ctônio é um livro violento? Devo dizer que não existe uma resposta muito fácil. Isso não significa que seja simples e, que a resposta é objetiva.
Primeiro, é importante diferenciar os termos. Uma boa sugestão seria, deixar claro que violência em si, pura e simples, gratuita e sem objetivos, poderia ser, sim, um indício de que a obra carrega tais elementos. Todavia, este, não é o caso, pois, entendo que o termos que mais se encaixa neste contexto é: virulento. É tácito isso na leitura. Se, ser virulenta é um objetivo, ou uma consequência, então eu digo que sim.
Ctônio não é para leitores amadores, não é um livro de autoajuda, tem muito mais a ver com um resgate, uma episódica confissão. E, como toda boa confissão, traz nuanças ricas e particulares, em especial, as memórias do deus da morte. É nítido que a obra não tem aqueles típicos pudores de moral seletiva que se preocupam em contentar um número de leitores difusos e de pouca personalidade. Logo, Thanatos, como já afirmei em outros textos, não é flor que cheire.
Entendo aqui, ou melhor, na obra, que o termo virulência, seja mais adequado. Ele responde a um conjunto mais amplo e complexo de detalhes. Ainda mais quando se trata de resgatar mitos de um passado longínquo que ainda carregam muito mistério e enormes símbolos a serem retomados. É virulento porque precisa responder mais ao seu caráter viral, sua sede de atemporalidade e seus diálogos cirúrgicos, os quais, devem provocar nos leitores um conjunto de sensações diante das escolhas, o destino e as carapaças que revestem a alma humana.
Segue com sua virulência poética, mas não se afoga em metáforas apenas, pelo contrário, as usa como gatilho para articular, ironia e cinismo. Sei que se alguns leitores tomarem tais mecanismos como "defeitos" e não como qualidades, correm sérios riscos de odiar e não compreender a obra, mas, quanto a isso, nada posso fazer, somente lamentar. Jamais pensei que escrevia para um público ideal, e é exatamente por isso que ele se torna tocante, já que é do tipo de livro que quando começa, as portas do inferno estão abertas, isso é proposital.
Desse modo, para os que exigem da leitura, um desafio, uma busca pelo insondável e um flerte com o inconsciente, posso afirmar que terão uma excelente experiência. A acidez com que tudo se desenrola é retocada pelos contornos de uma trama e uma cuidadosa metanarrativa, isso permite que cada gesto e intenção dos personagens seja mais que justificado. Ansiamos pelo desconhecido quando este nos afaga com certa dose de segurança, e essa tenacidade é escancarada no livro.
A dinâmica com que o sacarmo é dosado, ora repentino e descompromissado como um trem veloz, ora em gotas, faz das ironias um satírico mergulho prático, quase socrático. O tempero final fica a cargo dos retoques emprestados da psicanálise, a qual, cinge os dramas e une cada retalho desconexo de milênios de história, a um banquete de alternativas. Vai do pacto entre a morte e o leitor aos personagens periféricos que tentam sequestrar a atenção dos olhos que percorrem as páginas na tentativa de envenenar-lhes os espírito e causar furor e dúvida.
No fundo, tudo é verdade, uma verdade mentirosa que cada personagem conta, como se esta, fosse a sua versão das outras versões. É curioso, pois, a aparente falta de linearidade não causa desconforto, ao invés disso, sorrateiramente, causa a linearidade. Eis assim, aquilo tudo que é devido e não pode deixar de existir numa ficção, tal como um prólogo do fim, algo que só poderia descambar do gênio da morte. A morte na ficção, ainda é o jeito mais honesto de se espremer a laranja antiga que nasce nos pomares de um mundo que carece de verdades.
Todos os direitos são reservados a Leandro Matzenbacher Dourado, é proibida a divulgação de material, sem autorização.
L. M. Dourado é professor de Filosofia, escritor e ensaísta. Sua produção literária investiga os pontos de encontro entre filosofia, mitologia, história, literatura e simbolismo, explorando como antigas narrativas continuam refletindo os conflitos da consciência humana. Autor de Ctônio: Memórias do Deus da Morte, desenvolve uma escrita que procura aproximar ficção e reflexão filosófica, reinterpretando mitos clássicos à luz de questões contemporâneas sobre a morte, a memória, o tempo, a identidade e a condição humana. Neste espaço reúne ensaios, bastidores da escrita, recomendações de leitura, reflexões filosóficas e registros de seu processo criativo, oferecendo ao leitor uma visão mais ampla do universo que inspira sua obra.
quarta-feira, 23 de agosto de 2023
Ctônio: Está perto da segunda parte?
Saudações literárias aos caros leitores. Como todos já sabem, Ctônio: Memórias do Deus da morte, é uma trilogia e, aos poucos, vou retomando e organizando meu tempo para dar os toques finais na segunda parte. Felizmente, quando iniciei o projeto do livro, tive muito material escrito que ficou para o segundo ato, todavia, por questões editoriais, dividir a obra em três livros, foi uma estratégia assertiva e cuidadosamente projetada. Portanto, acalmem seus corações, em breve, teremos novidades.
Contudo, vejo que a temática deste rápido artigo, está focada no desfecho do livro. Sim, eu sei, os que escrevem, também vão entender, uma hora, temos que dar um final. Mas não qualquer final, especialmente diante da dinâmica do primeiro livro, sua aceitação com o público e tão bons feedbacks que carinhosamente recebi. Assim, como autor, vejo-me mais que convidado a dar um final grandioso à saga de Thanatos.
Entretanto, muitas ideias continuam em curso, uma em particular, é a de uma memorável batalha, talvez, a mais emblemática e decisiva na trama, ainda que, para a surpresa de muitos, tal confronto seja inesperado e pareça soar como desconectado da narrativa, asseguro aos leitores que este será muito mais que uma reviravolta, pois, o evento deixará mais evidente, tudo aquilo que eu, como escritor, pretendo dizer com Ctônio.
Aos que acompanham esse universo, ficarão as expectativas, porém, garanto que não vão se arrepender. Aos que não tiveram a oportunidade de ler, deixo meu convite, ficarei feliz em dividir o que aprendi como filósofo e escritor. Grande abraço a todos!
Todos os direitos são reservados a Leandro Matzenbacher Dourado, é proibida a divulgação de material, sem autorização.
L. M. Dourado é professor de Filosofia, escritor e ensaísta. Sua produção literária investiga os pontos de encontro entre filosofia, mitologia, história, literatura e simbolismo, explorando como antigas narrativas continuam refletindo os conflitos da consciência humana. Autor de Ctônio: Memórias do Deus da Morte, desenvolve uma escrita que procura aproximar ficção e reflexão filosófica, reinterpretando mitos clássicos à luz de questões contemporâneas sobre a morte, a memória, o tempo, a identidade e a condição humana. Neste espaço reúne ensaios, bastidores da escrita, recomendações de leitura, reflexões filosóficas e registros de seu processo criativo, oferecendo ao leitor uma visão mais ampla do universo que inspira sua obra.
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