segunda-feira, 13 de junho de 2022




CtÔnIo: Memórias do Deus da morte, um livro para dois endereços...
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Todos os direitos são reservados a Leandro Matzenbacher Dourado, é proibida a divulgação de material, sem autorização.

sexta-feira, 13 de maio de 2022


     Leandro Matzenbacher Dourado, nasceu em 31/03/1979 na cidade Pato Branco PR. Na infância, manifestou talento singular ao expressar habilidades no desenho. Foi uma criança solitária, isso lhe permitiu criar suas primeiras aventuras com brinquedos. Sempre cercado por livros, afirma que ainda não sabia ler, mas ficou fascinado ao descobrir no galpão da antiga casa, uma rica coleção de enciclopédias. Imagens de dinossauros, animais marinhos e terrestres ocuparam suas primeiras releituras. Depois, vieram as revistas em quadrinho e os desenhos da televisão. Era comum ser flagrado vendo desenho em posse de um bloco, para copiar seus personagens preferidos.

     Teve uma adolescência agitada, vôlei, artes marciais, jogos de videogame e visitas diárias nas antigas locadoras de videocassete. Atento, lia as sinopses dos filmes, decorava as falas, memorizava nomes dos artistas... Em 1998, entrou para o teatro. Foi uma ocasião inusitada, seu começo se deu na cenografia, onde, de modo confortável, permitiu expressar a arte do desenho na confecção e pintura de fundos com aerografia. Em 1999, a paixão pelas artes cênicas o levou aos palcos também como ator e, logo, se viu escrevendo alguns ensaios. Na ocasião, surgiu seu primeiro texto, uma comédia de terror chamada a “Casa que Espantava”.

     O momento foi propício, a peça foi encenada e lotou o teatro municipal rendendo-lhe uma moção de aplausos na Câmara de Vereadores naquele ano. Não demorou para o espetáculo oferecer novas oportunidades. A peça foi traduzida para o idioma Esperanto e levou a Companhia para os palcos no Congresso Mundial de Esperanto juvenil em 2001. Em seguida, os artistas foram para o Congresso Mundial de Esperanto em Fortaleza CE.

     Uma revolução ocorrera, aprender um novo idioma, ler e estudar obras clássicas, ensaios, oficinas de teatro, uma época atribulada. No mesmo ano, Leandro entrou para a faculdade de Filosofia na cidade de Palmas PR. Os estudos solicitaram seu tempo e teve que dar uma pausa no teatro em sua cidade. Todavia, a arte se manteve ao seu lado, pois, logo em 2002, recebeu uma bolsa de estudos para trabalhar com um grupo de teatro acadêmico.

     O foco havia mudado, porém, o teatro e o aprofundamento na filosofia levaram o escritor a refinar seu talento. A biblioteca se tornou sua segunda casa e o teatro uma forma de testar e produzir resultados. O convívio universitário abriu portas. Outros escritores, poetisas e talentosos mestres lapidaram sua escrita e seu gosto pela literatura. Em 2003, Leandro dirigiu o Espetáculo “Palmas ao sopro do vento”, uma peça, estilo teatro de revista que abordava a trajetória dos frades franciscanos no período da guerra do contestado.

     A peça foi selecionada para participar do FILO, Festival Internacional de Teatro de Londrina, onde foi apresentada e trouxe novas conquistas. Formado em 2004, Leandro permaneceu trabalhando na instituição que o acolheu até meados de 2005, por fim, retornou a sua cidade natal no final do mesmo ano e foi recebido pela antiga companhia. Em 2008, após diversas turnês, Leandro escreve uma nova comédia. Desta vez, o texto “Quem matou Arthur”, expressou visíveis diferenças, dado que o autor recriava de forma irônica e sínica, momentos peculiares das histórias e personagens medievais.

     A nova comédia, trouxe Leandro para uma etapa mais madura de seus escritos, rendeu-lhe outra tradução para o Esperanto e uma segunda turnê com o espetáculo, finalizando na segunda ida para Fortaleza. Em 2009, uma decisão mudou a carreira de Leandro no teatro. Desligou-se definitivamente de sua antiga Companhia, a qual muito tem a agradecer. Contudo, era preciso, sua independência estava em jogo. Sabia que se quisesse expressar sua identidade dramática e encontrar sua verdadeira voz, teria que dar um passo além. Criou o Grupo Teatral Gayatri. Nome este que ele empresou da crença hindu, homônimo ao mantra, Gayatri, o recente grupo seria sua nova casa.

     Os integrantes foram selecionados rigorosamente a partir de uma oficina teatral que ministrou na escola pública onde lecionava. Alunos do Ensino Médio que fizeram suas carreiras ao lado de Leandro durante os próximos 10 anos, tempo este, que durou a nova Companhia. Na mesma ocasião, a equipe contou com a presença de dois importantes integrantes convidados por Leandro para reforçar o novo elenco, seu irmão, ator e coreografo marcial e uma atriz de grande talento que ajudou a trazer identidade ao grupo.  

     Ao longo de 10 vibrantes anos, Leandro escreveu, dirigiu e atuou no Gayatri em muitos segmentos. O primeiro grande sucesso veio com o recital de poemas “As Flores do Mal”, obra do poeta francês Charles Baudelaire. Sem delongas, mais de 30 textos foram para os palcos do sudoeste do Paraná e diversas cidades de Santa Catarina. Elementos das artes circenses, dança de salão, como o Tango, artes marciais, o velho e conhecido Kung-Fu, foram adicionados aos repertórios de cena. Sem contar com os talentos musicais presentes na Trupe, que somaram seus talentos e permitiram peças dinâmicas com textos musicados.

     Em 2010, ocorreu a estreia do Espetáculo, “O Velório da Barbie”, tornando-se rapidamente o carro chefe da companhia. Exibida para mais de 10 mil expectadores em menos de 3 anos de trabalho, a peça fez história. Dividindo a dianteira das bilheterias, o drama “Memórias do Oriente”, consagrou-se como uma das peças mais queridas pelo elenco, público e crítica do momento.

     A Companhia contava com dois grandes segmentos de mercado teatral, a comédia “Velório da Barbie” que lotava teatros em toda a região, com seu humor ácido, cenas picantes e hilárias. A irreverência do texto revelou os bastidores da futilidade e da quebra de padrões estéticos no mundo da moda. Em contrapartida, “Memórias do Oriente” era profundo, denso, quase sufocante.

     A narrativa prendia pela grandeza visual, cenas tétricas de loucos num hospício, cuja linguagem oscilava entre Hai-kai e monólogos sobre a decadência humana no mundo pós-moderno. Sem esquecer de mencionar o apelo dramático de cenas que apresentavam batalhas emblemáticas entre o Tigre e o Dragão, no melhor estilo Kung-Fu contemporâneo e acrobacias circenses.

     A Companhia viveu dividindo sua vida com os palcos. Peças empresariais, festas de 15 anos, casamentos, formaturas, atores para performances, dança, escolas, teatro nas ruas, praças e lugares fechados. Anos intensos, o espetáculo “Velório da Barbie” carregava um desfile de moda com apresentação de modelos vestidas exclusivamente para a abertura, protagonizando um Show dentro de uma peça de teatro.

     Finalmente, em 2014, atendendo a pedidos do público, Leandro escreve uma sequência para sua mais icônica comédia, então, surge o “Sequestro da Barbie”. Desta vez, o foco não era mais os palcos e o mundo da moda, mas um deslocamento das aventuras da personagem e suas amigas do subúrbio para o universo dos Cosplayers. A peça trazia em seu arcabouço de cena, personagens dos jogos virtuais como Mortal Kombat e do cinema como sátiras à saga Crepúsculo e X-Man. Um novo sucesso estava definido, sua estreia lotou o Teatro SESI e marcou o fim de uma era para o teatro do Sudoeste do Paraná em 2015.

     O ano de 2016 marcou o fim do Gayatri, Leandro estava cansado e precisava de um tempo. Mudanças na vida pessoal e profissional, ainda que anteriores ao fim decretado, marcaram seu pensamento e o fizeram se retirar dos palcos, salvo alguns espetáculos esporádicos para o cumprimento de agendas já comprometidas, era o começo do fim.

     No mesmo ano, havia um projeto que desde 2014 tirava o sono do autor, era uma peça densa, poderosa e pesada, apenas o primeiro ato estava completo, todavia, Leandro sentiu que não servia mais para o tempo que se mostrava. Eis Ctônio. O livro do qual hoje Leandro é autor, surgiu primeiramente como um texto teatral, mas aos seus olhos, talvez, seria impossível de se praticar naquela época.

     Muitos eram os empecilhos, elenco fragmentado, poucos artistas com gabarito para desempenhar papéis viscerais e abismos dissonantes entre a arte vigente no cenário atual do país, levaram Leandro a engavetar a última esperança e desistir do projeto.

Somente em meados do final de 2019 a ideia saiu do papel. Leandro decidira reescrever Ctônio, mas desta vez queria transformá-lo num livro. Sabia que muita coisa havia de ser dita na obra, e entendia que para isso, o tempo de uma peça teatral seria insuficiente.

     Logo, pôs-se a escrever e dar vida nova ao roteiro adormecido. Dessa intensa etapa de maturação, recortes foram feitos e novos contextos foram criados. A soma de dolorosos anos de ostracismo, gestou o que hoje, o leitor tem a oportunidade de conhecer como: Ctônio: Memórias do Deus da morte. Primeiro livro de uma trilogia, Ctônio é sem dúvidas, uma obra perturbadora, inquietante e hipnótica. Traz ao leitor reflexões ímpares sobre a natureza do pensamento, um percurso alucinante pela história da filosofia e um mergulho sem precedentes ao universo mitológico de muitas culturas.

     Thanatos, o deus grego da morte é o personagem principal, ele decide dar um fim em sua carreira e descobre que para isso, terá que superar seus maiores conflitos e de quebra, decide contar ao leitor a sua versão pessoal da história do mundo. Repleto de reviravoltas, referências irônicas e virulento, Ctônio é um livro para todos e nenhum, é um mistério a ser descortinado por cada pessoa que, em confidência e cumplicidade com a morte, deseja tornar-se íntimo dos sentimentos que perturbam a alma. A obra é um exercício intuitivo, leitura obrigatória para quem deseja dar voz aos pensamentos mais íntimos e soturnos do seu inconsciente.  



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terça-feira, 19 de abril de 2022



     Não há fumaça sem fogo. Logo, penso que não existe escrita sem haver leitura. Quando me deparo com os leitores e, estes me perguntam de onde tiro minhas ideias, sinto que as respostas estejam justamente no processo contínuo da leitura. Os livros são nosso mais importante alimento, eles nos guiam e nos mostram melhor que qualquer mestre ou professor, a encontrarmos nossa própria voz. Ainda que não possamos afirmar que a presença de um instrutor seja indispensável para aprendermos a escrever, sei dizer que a escrita verdadeira começa numa camada superior. A camada de nossa personalidade. 
     É evidente que o caminho da escrita é árduo, às vezes, ou geralmente, sempre, a escrita surge em momentos imprevisíveis, portanto, precisamos ficar atentos. O pintor Pablo Picasso costumava dizer: "quando a inspiração me vier, espero estar pintando".  Sinto que com a escrita, isso não é a mesma coisa, ou seja, temos que ficar em sintonia. Atentos a tudo e todos, hoje talvez, aquela situação inusitada ou certas pessoas em nosso círculo de conversas, podem despertar vários sentimentos estranhos, confusos, pensamentos que nos tiram do eixo, e isso pode ser uma grande fonte.
     Eu sempre tive muita afinidade com a leitura sobre mitos, religiões, culturas e civilizações antigas. Com o tempo, isso não bastou. Procurei não apenas as entrelinhas dessas relíquias, mas busquei saber o que se passava com as pessoas desses temos perdidos. Coisas comuns como o que ouviam, o que liam, o que comiam e como velavam seus mortos entre outros detalhes que faziam mais que a estrutura de suas trajetórias, porém, a essência daquilo que futuramente usei para fundamentar o inconsciente dos meus personagens. 
     Hoje, após um ano da publicação do meu primeiro livro, Ctônio: Memórias do Deus da morte, recebo devolutivas das mais diversas cargas de sentimentos, dúvidas e curiosidades. Isso me dá ânimo, revela que meus leitores estão com sede de conhecimentos e desejam saber mais que tão somente os detalhes da trama. Há uma fome peculiar que consigo identificar em suas perguntas, algo que a cada encontro ou troca de mensagem, e-mail e conversas pessoais, denunciam que de alguma forma, criaram um vínculo especial de identificação com a forma de ser e sentir dos personagens. O curioso é que isso varia de maneiras muito singulares e improváveis. 
     Diante disso, só posso concluir que estou no caminho certo, que minha obra, apesar de jovem e no início de seu percurso, está tocando corações e consciências em lugares que eu nem sequer consigo supor. Tal confirmação é tocante e, ao mesmo tempo, assustadora, pois, mostra que ao tomarmos as rédeas de uma história, estamos cientes do quão responsáveis somos com nossas palavras.      

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quarta-feira, 6 de abril de 2022

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022


De todas as dicas valiosas para a escrita que já recebi, talvez, a que considero mais importante é: escreva primeiro para você! Isso pode soar um tanto egoísta, no entanto, é algo que todo escritor consegue sentir ao ver sua obra acabada. Isso porque, escrever é ter algo a dizer para as outras pessoas, e se começarmos a nos engessar em métodos, temas da moda ou formas de linguagem, podemos perder a essência de nosso objetivo.
É evidente que seguir certos procedimentos técnicos, é importante, como estarmos atentos ao que os leitores estão de olho, ou detalhes gramaticais, porém, se não deixarmos nossa voz interior falar, arriscamos mecanizar as palavras, e estas, perderão seu brilho. No fim, podemos nos perguntar se nosso esforço atingiu seus objetivos, e a resposta será positiva quando, diante da obra concluída, sentiremo-nos parte de algo maior, ainda que isso tenha vindo de nós mesmos.
O escritor precisa ter familiaridade e estranheza frente ao seu produto, resultado este, que não é somente uma construção racional, e sim, um reencontro com aquilo que existe de secreto e desconhecido em cada leitor e, por que não, algo que soe único e autônomo. A obra pode ter seu nome, mas precisa ter vida própria, do contrário, tende a repetir-se.




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Onde encontro inspiração para a escrita?
Essa é uma questão estranha. Gosto de pensar que a escrita é como a fumaça, e que sua causa, o fogo, é a leitura. Existem diferentes tipos de leitura, não basta sermos ávidos leitores. Há muitas pessoas que se dedicam a esse nobre ofício, mas não escrevem uma linha sequer. Logo, prefiro pensar que TUDO é um texto. É evidente que isso não nos exime como escritores, de sermos leitores compulsivos. Todavia, escrever vai além de manifestar arremedos ou criar uma rotina. O escritor é uma criatura sensível, é do tipo que absorve sons, cheiros, pequenas mudanças na temperatura ou simplesmente, desenvolve a capacidade de sentir sutis diferenças no ar.
Penso que esse é um bom começo. Você pode ser silencioso por fora, mas por dentro, deve alimentar o caos. O caos, a inquietude e os sentimentos, são excelentes fontes inspiradoras. Podemos dizer que quando tudo vai bem, a escrita fica pacata, porém, quando o mundo a nossa volta parece sofrer de indigestão, é que as letras ganham sumo, elas saltam com facilidade, isso porque, sentem quem precisam comunicar sobre o que está escapando pelo invisível.
Portanto, a boa inspiração, é uma equação sem equilíbrio, vibrando e desejando ser lida, absorvida e percebida. O mundo, a realidade, o costume, coisas normais, em suma, são detalhes obscuros, abismos secretos. O escritor é uma criatura que enxerga detalhes, é um ser que consegue observar os detalhes da costura incolor que cinge fatos, propósitos e anseios. De todos os requisitos que cremos serem os mais encantadores para motivar a escrita, suponho que nenhum é tão poderoso quanto o simples querer.
Você pode não ter nada sobre o que escrever, pode sequer, estar nu de conceitos ou ideias... Contudo, se o querer estiver presente, este, é o seu começo. A questão não se limita em olhar para algo e descrever, ou, observar pessoas ao longe e imaginar o que pensam, a questão é encontrar o que ainda não foi dito. Algo que, ainda que discreto, possa ser percebido pulsando um palmo abaixo do óbvio. Por fim, deixemos o coração tomar as rédeas, ele sabe onde estão as passagens secretas, depois, deixamos o coração tomar fôlego e requisitamos o cérebro para corrigir pequenos desleixos e, dar voz racional aos imensos constructos da alma.

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É possível explicá-los em poucas palavras? Eles mesmos serima capazes de fazer isso? Tanto Nietzsche quanto Freud, são personaldiades icônic...