quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023






"A efêmera imaginação, preenche o vácuo da provisória ignorância". Implica supor, que em tese, nossa imaginação é vasta, todavia, evanescente. Não há como dominá-la, isso porque, é nossa imaginação quem dita as regras.
A ignorância é um refúgio para dois tipos de almas, e ambas, são igualmente equidistantes em sentido. Uma, se perde na vaidade, outra, prisioneira da ingenuidade. A provisoriedade de tal estado, segue perseguindo sua redenção. Inverter essa tensão é parte de um destino virtuoso, pois, somente os mais ávidos pelo saber, logram boas chances de cura para tão habitual comodidade.
Ao ler, percebemos que pouco sabemos, assim como preconizava Sócrates. Afinal, é a sabedoria, um latifúndio de consciência acerca de nossas deficiências e misérias. A merecida ou esperada ascese, não é garantia, ela nos cala ou nos torna papagaios a repetir frases feitas e, cantilenas amargas revestidas em andrajos tecidos por mentira.
Devemos ler, ler muito, ainda que tal leitura nos ensine mais como não ser... Ler nos afasta de um futuro previsto, uma realidade vizinha, um triste evento ou uma condenação programada. As facilidades torpes e débeis do mundo atual, convergem para um desfecho trágico. Um fim não percebido, um tempo em que a humanidade sequer perceberá, que pariu uma geração de inúteis.

Todos os direitos são reservados a Leandro Matzenbacher Dourado, é proibida a divulgação de material, sem autorização.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023



     Saudações leitores, desejo a todos um excelente 2023. Quero iniciar o ano falando um pouquinho sobre a leitura como fonte de profundidade. É sabido que o volume de nossas leituras cotidianas está diretamente ligado ao nosso repertório intelectual. Aquilo tudo que acumulamos em diversas áreas do conhecimento, nos ampara e nos prepara para lidarmos de forma adequada com o universo das informações. 
     Todavia, sabemos que é importante diferenciar "conhecimento" de "informação" e "sabedoria". A informação, hoje, muito valiosa, parece ter tomado conta do cenário, afinal, as interações diárias com a mesma, condicionam nossa mente a ficar o tempo todo em torno das novidades. O problema é que esse comportamento pode nos dar a falsa sensação de que estamos adquirindo conhecimento. Por conhecimento, entendo, não somente a quantidade de informações absorvidas, mas a capacidade que desenvolvemos ao longo desse processo. Logo, o conhecimento não é apenas quantificador, ele tem um caráter qualitativo muito importante, o qual, tende a evoluir para uma eventual sabedoria, somente se bem articulado. 
     É nesse ponto que pretendo reafirmar sobre a atitude do leitor acerca de uma busca de qualidade, seja por questões de interesse, desenvolvimento pessoal, ou profissional, o que nos garantirá um acervo muito mais sólido e constante. Sabemos que ler qualquer coisa é melhor que nada, embora, a seleção criteriosa de nossas leituras é semelhante a um bom itinerário de exercícios físicos, do contrário, tendemos a evoluir apenas uma parte do corpo, com a inteligência, é a mesma coisa. 
     Por fim, entendo que largura difere de profundidade, e que tal imersão é uma dádiva que só podemos obter através de um severo compromisso com os clássicos. Entendo que muitos poderão torcer o nariz quando o convite à leitura se trata de um clássico. Existem muitos preconceitos acerca das obras clássicas, contudo, tal ideia deriva de um desejo emergente de se obter muito com pouco, ou seja, uma ingênua substituição da informação pelo conhecimento. Então, vamos relaxar, não se sinta na obrigação de ler este ou aquele clássico, deixe o clássico escolher você. Leia algumas resenhas, pesquise sobre os temas de seu interesse e depois escolha quem você quer se tornar por meio da leitura que pretende fazer.     

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segunda-feira, 20 de junho de 2022





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Saudações caríssimos leitores, já está disponível o podcast que traz um pouquinho de CtÔnIo: Memórias do Deus da morte... 

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É possível explicá-los em poucas palavras? Eles mesmos serima capazes de fazer isso? Tanto Nietzsche quanto Freud, são personaldiades icônic...