quarta-feira, 21 de junho de 2023

O que são os Sete Artefatos Divinos, presentes na obra Ctônio: Memórias do Deus da morte?



     Saudações leitores, hoje decidi fazer um breve resumo sobre esse tema abordado em meu livro e sua importância para a trama. A princípio, o livro irá mencionar os artefatos no episódio, "os sete ofícios", pois, além dos artefatos, serem objetos de natureza física, a posse deles está ligada a sete eventos que Thanatos, deverá mergulhar no tempo e adquirir pessoalmente.
     Por serem objetos muito importantes e dispersos no tempo, não há como o deus da morte conseguir todos de uma vez, sem contar que nenhum foi, por assim dizer, algo fácil de se pegar. Cada objeto está centralizado a um elemento ou personagem específico de cada era em que a Morte precisa roubar, conquistar ou dar os seus pulos para conseguir. Nessa fase da obra, Thanatos já está consciente que sua jornada não será fácil, mas como é do tipo que não pretende desistir e, motivado por sua sede de vingança e libertação, abdicar das missões, ficou fora de questão.
     Logo, os artefatos são: O Cálice Sagrado, o Arco e as cinco flechas de Kama, deus hindu do amor, as lágrimas da deusa nórdica, Freya, o Espelho de Oxum, deusa Ioruba, o leite do seio da divina Guan Yin, e por fim, o coração de Ísis, deusa egípcia. 
     Aqui, eles não estão na ordem em que são adquiridos na obra, a ideia é deixar que o leitor tenha a oportunidade de ter essa experiência literária e encontre por si, os significados mais profundos de cada objeto. Todavia, tais artefatos são indispensáveis para Thanatos, ele deve entregá-los para Hécate, deusa da lua, rainha de todas a bruxas, somente assim, ela poderá combinar os elementos com seu poder e realizar o feitiço supremo. 
     Na obra, o feitiço é de suma importância para conferir a Thanatos, o poder de matar os deuses. Você, caro leitor, já pode imaginar o que o deus da morte pretende? Quem será o personagem que tanto se opõe ao deus da morte e seus objetivos? E por que, mesmo o deus da morte, deseja um fim para tudo aquilo que ele próprio significa?  

Todos os direitos são reservados a Leandro Matzenbacher Dourado, é proibida a divulgação de material, sem autorização.

CtÔnIo: Memórias do Deus da morte, um livro imperdível!


     




    Em 2021, foi lançado pela Editora Viseu, o livro Ctônio: Memórias do Deus da morte de L.M.Dourado, primeiro de uma trilogia ainda em andamento. A ficção mitológica é uma obra que dá voz a Thanatos, deus grego da morte como personagem principal. Thanatos está farto de seu destino e num tom poético e visceral, decide desafiar os deuses e todos que cruzam seu caminho. 
     Aquilo que começa com um drama pessoal, ganha uma camada extra quando o personagem se descobre parte de uma trama ainda mais profunda e sorrateira, desencadeada pelo seu irmão gêmeo Hípnos. O deus do sono domina todas as almas humanas e divinas, fazendo-as sonhar uma realidade pessoal e impedindo que a história tenha um rumo natural. 
     Diante de tais armadilhas sórdidas e eletrizantes reviravoltas, Thanatos se vê entre uma escolha e sua tendência inata em seguir sua sina. O deus da morte compra a batalha e se torna aliado e cúmplice de Hécate, deusa da lua, onde juntos, eles irão sacudir as estruturas do universo. Recheado de cenários clássicos e uma atmosfera única, Ctônio é uma narrativa inquietante. Cria uma relação ímpar entre o texto e o leitor, onde este, é responsabilizado e testado sobre suas crenças, medos, dúvidas e se depara com os mistérios do inconsciente. 
     Os personagens são vivos e se deixam absorver com grande facilidade, a leitura é fluída e dinâmica, podendo trazer memórias e sentimentos muito peculiares. A presença de personalidades da literatura como: Drácula, Freud, Nietzsche entre outros, mesclados com criaturas e deuses de diferentes mitologias, é um diferencial, pois, sugere um universo que oscila entre o caos e a beleza. É nesse cenário que a poesia se rende às pitadas fúnebres e irônicas do gênio da morte. A ação é constante, cada episódio desvela contornos muito bem detalhados de recortes históricos e mitológicos, resultado de anos de pesquisa e dedicação do autor. 
     A costura metanarrativa fica a cargo dos elementos filosóficos somados ao todo da obra, nela, podemos nos deparar com a virulência da alma humana e seus sutis sintomas de lucidez. Por fim, a obra nos conquista por nos aproximar de questões elementares postas em xeque e, nossa capacidade de lidar com os conflitos que recebem nome e endereço nos corredores mais obscuros de nossos sonhos.    


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023






"A efêmera imaginação, preenche o vácuo da provisória ignorância". Implica supor, que em tese, nossa imaginação é vasta, todavia, evanescente. Não há como dominá-la, isso porque, é nossa imaginação quem dita as regras.
A ignorância é um refúgio para dois tipos de almas, e ambas, são igualmente equidistantes em sentido. Uma, se perde na vaidade, outra, prisioneira da ingenuidade. A provisoriedade de tal estado, segue perseguindo sua redenção. Inverter essa tensão é parte de um destino virtuoso, pois, somente os mais ávidos pelo saber, logram boas chances de cura para tão habitual comodidade.
Ao ler, percebemos que pouco sabemos, assim como preconizava Sócrates. Afinal, é a sabedoria, um latifúndio de consciência acerca de nossas deficiências e misérias. A merecida ou esperada ascese, não é garantia, ela nos cala ou nos torna papagaios a repetir frases feitas e, cantilenas amargas revestidas em andrajos tecidos por mentira.
Devemos ler, ler muito, ainda que tal leitura nos ensine mais como não ser... Ler nos afasta de um futuro previsto, uma realidade vizinha, um triste evento ou uma condenação programada. As facilidades torpes e débeis do mundo atual, convergem para um desfecho trágico. Um fim não percebido, um tempo em que a humanidade sequer perceberá, que pariu uma geração de inúteis.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2023



     Saudações leitores, desejo a todos um excelente 2023. Quero iniciar o ano falando um pouquinho sobre a leitura como fonte de profundidade. É sabido que o volume de nossas leituras cotidianas está diretamente ligado ao nosso repertório intelectual. Aquilo tudo que acumulamos em diversas áreas do conhecimento, nos ampara e nos prepara para lidarmos de forma adequada com o universo das informações. 
     Todavia, sabemos que é importante diferenciar "conhecimento" de "informação" e "sabedoria". A informação, hoje, muito valiosa, parece ter tomado conta do cenário, afinal, as interações diárias com a mesma, condicionam nossa mente a ficar o tempo todo em torno das novidades. O problema é que esse comportamento pode nos dar a falsa sensação de que estamos adquirindo conhecimento. Por conhecimento, entendo, não somente a quantidade de informações absorvidas, mas a capacidade que desenvolvemos ao longo desse processo. Logo, o conhecimento não é apenas quantificador, ele tem um caráter qualitativo muito importante, o qual, tende a evoluir para uma eventual sabedoria, somente se bem articulado. 
     É nesse ponto que pretendo reafirmar sobre a atitude do leitor acerca de uma busca de qualidade, seja por questões de interesse, desenvolvimento pessoal, ou profissional, o que nos garantirá um acervo muito mais sólido e constante. Sabemos que ler qualquer coisa é melhor que nada, embora, a seleção criteriosa de nossas leituras é semelhante a um bom itinerário de exercícios físicos, do contrário, tendemos a evoluir apenas uma parte do corpo, com a inteligência, é a mesma coisa. 
     Por fim, entendo que largura difere de profundidade, e que tal imersão é uma dádiva que só podemos obter através de um severo compromisso com os clássicos. Entendo que muitos poderão torcer o nariz quando o convite à leitura se trata de um clássico. Existem muitos preconceitos acerca das obras clássicas, contudo, tal ideia deriva de um desejo emergente de se obter muito com pouco, ou seja, uma ingênua substituição da informação pelo conhecimento. Então, vamos relaxar, não se sinta na obrigação de ler este ou aquele clássico, deixe o clássico escolher você. Leia algumas resenhas, pesquise sobre os temas de seu interesse e depois escolha quem você quer se tornar por meio da leitura que pretende fazer.     

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segunda-feira, 20 de junho de 2022

É possível explicá-los em poucas palavras? Eles mesmos serima capazes de fazer isso? Tanto Nietzsche quanto Freud, são personaldiades icônic...