Não há fumaça sem fogo. Logo, penso que não existe escrita sem haver leitura. Quando me deparo com os leitores e, estes me perguntam de onde tiro minhas ideias, sinto que as respostas estejam justamente no processo contínuo da leitura. Os livros são nosso mais importante alimento, eles nos guiam e nos mostram melhor que qualquer mestre ou professor, a encontrarmos nossa própria voz. Ainda que não possamos afirmar que a presença de um instrutor seja indispensável para aprendermos a escrever, sei dizer que a escrita verdadeira começa numa camada superior. A camada de nossa personalidade.
É evidente que o caminho da escrita é árduo, às vezes, ou geralmente, sempre, a escrita surge em momentos imprevisíveis, portanto, precisamos ficar atentos. O pintor Pablo Picasso costumava dizer: "quando a inspiração me vier, espero estar pintando". Sinto que com a escrita, isso não é a mesma coisa, ou seja, temos que ficar em sintonia. Atentos a tudo e todos, hoje talvez, aquela situação inusitada ou certas pessoas em nosso círculo de conversas, podem despertar vários sentimentos estranhos, confusos, pensamentos que nos tiram do eixo, e isso pode ser uma grande fonte.
Eu sempre tive muita afinidade com a leitura sobre mitos, religiões, culturas e civilizações antigas. Com o tempo, isso não bastou. Procurei não apenas as entrelinhas dessas relíquias, mas busquei saber o que se passava com as pessoas desses temos perdidos. Coisas comuns como o que ouviam, o que liam, o que comiam e como velavam seus mortos entre outros detalhes que faziam mais que a estrutura de suas trajetórias, porém, a essência daquilo que futuramente usei para fundamentar o inconsciente dos meus personagens.
Hoje, após um ano da publicação do meu primeiro livro, Ctônio: Memórias do Deus da morte, recebo devolutivas das mais diversas cargas de sentimentos, dúvidas e curiosidades. Isso me dá ânimo, revela que meus leitores estão com sede de conhecimentos e desejam saber mais que tão somente os detalhes da trama. Há uma fome peculiar que consigo identificar em suas perguntas, algo que a cada encontro ou troca de mensagem, e-mail e conversas pessoais, denunciam que de alguma forma, criaram um vínculo especial de identificação com a forma de ser e sentir dos personagens. O curioso é que isso varia de maneiras muito singulares e improváveis.
Diante disso, só posso concluir que estou no caminho certo, que minha obra, apesar de jovem e no início de seu percurso, está tocando corações e consciências em lugares que eu nem sequer consigo supor. Tal confirmação é tocante e, ao mesmo tempo, assustadora, pois, mostra que ao tomarmos as rédeas de uma história, estamos cientes do quão responsáveis somos com nossas palavras.
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Caraca!!!!! eu queria ter esse dom.
ResponderExcluirLer mitologia é muito da hora!
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