segunda-feira, 22 de novembro de 2021



     A grande inspiração por trás de Ctônio: Memórias do Deus da morte é a mitologia. Qual delas? Muitas, ao contrário do que possa parecer, a odisseia de Thanatos não se resume aos acontecimentos da Grécia antiga.  Na verdade, a história do livro recria de modo pessoal, a ideia de que todas as mitologias, além de existirem simultaneamente, também coexistem. 
     Tanto deuses arcaicos, como as crenças contemporâneas estão presentes. Logo, veremos no livro, não apenas uma releitura dos clássicos mitos que povoaram o imaginário das civilizações antigas, mas uma forma diferente de observar com novos olhos, o que tais narrativas podem nos dizer. 
     Há também, personagens históricos cingidos na trama, como Freud o pai da psicanálise até pessoas anônimas que, mesmo não tendo uma aparente relevância para o passado, são capazes de nos fazer pensar, que quando olhamos para uma grande construção, esquecemos vez por outra, de observar cada tijolo e como tudo poderia ruir se este lhe faltasse.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2021





O vazio é a sobra tardia de uma pensamento imaginário que se foi, uma perturbadora inquietude. A escrita que cerca o vazio de perguntas é a essência de toda dúvida inerte.
CtÔnIo: Memórias do Deus da morte, uma nova conexão com a literatura...


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terça-feira, 16 de novembro de 2021



     Em Ctônio: Memórias do Deus da morte, os personagens estão em erupção, cada um ao seu modo, com dramas que variam entre humanos e divinos. Eros é um divisor de águas, ele busca sua amada Psiqué, e ela, também procura seu amante. Ambos não conseguem se encontrar, a cada passo dado em direção um do outro, mais distante eles ficam. 
     O amor entre eles os condena, porém, é o único sentimento que ainda carrega significado para suas existências. Por outro lado, Thanatos o deus da Morte, vê-se obcecado por seu destino, um destino que ele mesmo escolheu negar para testar a ira dos céus e do inferno, forjando assim seu desígnio mais pessoal e intransferível.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2021





     Em Ctônio: Memórias do Deus da morte, a fascinante história de Ícaro é mencionada. Não chega a ser recontada como a de Prometeu, entretanto, serve para Thanatos como uma saída diante de um confronto inevitável. 
     A lição deixada por Ícaro, é por vezes, interpretada por muitos, como uma desobediência ao pai, pois este, após confeccionar asas de cera e penas mortas, desafia o vazio e voa para às alturas... Perto em demasia do sol, suas asas se dissolvem, e o pobre Ícaro descamba no mar. 
     Contudo, o sagaz deus da morte tira proveito de tal aprendizado, embora tenha obtido dessa afronta aos desígnios, um novo sentido. Tem a ver com a liberdade, como os desafios da vida e com a nossa vontade interior de flertarmos com o desconhecido... 
     Afinal, esse ímpeto é a mola propulsora da história, da filosofia e da ciência humana. Ícaro se repete em cada grande ato humano, ainda que frente tantas consequências. Foi dessa forma que o homem pisou na lua, mergulhou nas profundezas dos mares e, aos moldes de Freud, foi esse mesmo homem quem um dia desceu aos escuros abismos do inconsciente para descobrir a senha do cofre do diabo.

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É possível explicá-los em poucas palavras? Eles mesmos serima capazes de fazer isso? Tanto Nietzsche quanto Freud, são personaldiades icônic...