quarta-feira, 15 de dezembro de 2021



     Drácula é um personagem que faz uma breve aparição em Ctônio: Memórias do Deus da morte. Ele será de grande importância, dado que em meio a um diálogo filosófico recheado de ironias e lamentos com Thanatos, ambos se identificam como seres de alma romântica. 
     É curioso que o caro leitor, poderá perguntar o que há de romântico em seres de natureza tão soturna como o Conde Drácula e o deus da morte? – Exato, esse é um dos grandes enigmas que esperam o público de Ctônio, que a cada linha e parágrafo deverá se perder e se encontrar a si e aos medos e delírios mais secretos da mitologia. 
     É provável que antes de ler tal obra, o interessado se pergunte sobre como ficará a coesão entre tantas histórias e narrativas de origens e tempos diferentes? – A resposta, caro leitor... Amor! Amar a escrita e cada letra, pois é fascinante saber que o alfabeto ao carregar apenas 26 letras, seja capaz de ser e existir de formas tão diferentes em todos os livros do mundo... 

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021






"O acaso, é tão somente aquilo com que sonha o destino"...

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segunda-feira, 22 de novembro de 2021



     A grande inspiração por trás de Ctônio: Memórias do Deus da morte é a mitologia. Qual delas? Muitas, ao contrário do que possa parecer, a odisseia de Thanatos não se resume aos acontecimentos da Grécia antiga.  Na verdade, a história do livro recria de modo pessoal, a ideia de que todas as mitologias, além de existirem simultaneamente, também coexistem. 
     Tanto deuses arcaicos, como as crenças contemporâneas estão presentes. Logo, veremos no livro, não apenas uma releitura dos clássicos mitos que povoaram o imaginário das civilizações antigas, mas uma forma diferente de observar com novos olhos, o que tais narrativas podem nos dizer. 
     Há também, personagens históricos cingidos na trama, como Freud o pai da psicanálise até pessoas anônimas que, mesmo não tendo uma aparente relevância para o passado, são capazes de nos fazer pensar, que quando olhamos para uma grande construção, esquecemos vez por outra, de observar cada tijolo e como tudo poderia ruir se este lhe faltasse.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2021





O vazio é a sobra tardia de uma pensamento imaginário que se foi, uma perturbadora inquietude. A escrita que cerca o vazio de perguntas é a essência de toda dúvida inerte.
CtÔnIo: Memórias do Deus da morte, uma nova conexão com a literatura...


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terça-feira, 16 de novembro de 2021



     Em Ctônio: Memórias do Deus da morte, os personagens estão em erupção, cada um ao seu modo, com dramas que variam entre humanos e divinos. Eros é um divisor de águas, ele busca sua amada Psiqué, e ela, também procura seu amante. Ambos não conseguem se encontrar, a cada passo dado em direção um do outro, mais distante eles ficam. 
     O amor entre eles os condena, porém, é o único sentimento que ainda carrega significado para suas existências. Por outro lado, Thanatos o deus da Morte, vê-se obcecado por seu destino, um destino que ele mesmo escolheu negar para testar a ira dos céus e do inferno, forjando assim seu desígnio mais pessoal e intransferível.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2021





     Em Ctônio: Memórias do Deus da morte, a fascinante história de Ícaro é mencionada. Não chega a ser recontada como a de Prometeu, entretanto, serve para Thanatos como uma saída diante de um confronto inevitável. 
     A lição deixada por Ícaro, é por vezes, interpretada por muitos, como uma desobediência ao pai, pois este, após confeccionar asas de cera e penas mortas, desafia o vazio e voa para às alturas... Perto em demasia do sol, suas asas se dissolvem, e o pobre Ícaro descamba no mar. 
     Contudo, o sagaz deus da morte tira proveito de tal aprendizado, embora tenha obtido dessa afronta aos desígnios, um novo sentido. Tem a ver com a liberdade, como os desafios da vida e com a nossa vontade interior de flertarmos com o desconhecido... 
     Afinal, esse ímpeto é a mola propulsora da história, da filosofia e da ciência humana. Ícaro se repete em cada grande ato humano, ainda que frente tantas consequências. Foi dessa forma que o homem pisou na lua, mergulhou nas profundezas dos mares e, aos moldes de Freud, foi esse mesmo homem quem um dia desceu aos escuros abismos do inconsciente para descobrir a senha do cofre do diabo.

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terça-feira, 9 de novembro de 2021



     Escrever é tecer uma linha invisível entre o coração e o cérebro. É um ato solitário sobre o coletivo, uma forma de acelerar a ebulição de nossos sonhos. Escrever é  uma tarefa ambivalente, e quem sabe, o que resta desse processo possa um dia ser lido e contemplando. 
     Todo escritor se assemelha a um garimpeiro. Busca com sua peneira da razão pelos detritos preciosos dos sentimentos. As palavras são valiosas e, quanto mais se escreve, percebe-se que nem tudo se revela útil. Escreve, minerar, cercar o vazio com a imaginação... Emprestar das letras um instinto pessoal. 
     Na escrita tudo é possível, mesmo quando ela ressoa sem sentido. É uma arte, visto que tal ofício, se perfaz pelo não-dito. Sabemos que ler é um imenso prazer, e mais intenso se torna esse sentimento, quando ao invés de simplesmente entendermos o que foi dito, tomamos consciência do que mais é possível ser pensado a partir do que foi deixado no ar. Leia... Leia mais, e leia sempre... 


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segunda-feira, 8 de novembro de 2021



     Prometeu é o famoso titã que roubou a fagulha sagrada de Zeus e entregou aos homens. Como castigo, seu primo, o soberano do Olimpo, sentenciou-o a ser acorrentado no alto de uma montanha.
     O rochedo que fica nos confins da distante Cítia, o deus da antiga ordem recebeu seu martírio, através das ordens do impiedoso Zeus. O suplício consistia, sem ser diariamente mutilado por uma águia. Esta, vinha devorar seu fígado e depois deixava o deus à mercê das intempéries. Todavia, o titã era imortal. Por seu turno, o fígado se reconstituía e, novamente seguia seu sofrimento. 
     Em Ctônio: Memórias do Deus da morte, essa história é recontada, porém, alguns segredos novos são revelados e somados ao pensamento do leitor. Em suma, o mito ainda vive, reedifica a essência clássica das tragédias humanas, acrescentando um elemento persistente em toda a grande história; o drama da existência frente o implacável destino. 

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     Ctônio: Memórias do Deus da morte, tem várias histórias paralelas. Entretanto, não são histórias soltas. Com a evolução da narrativa, os fatos se cruzam. Encaminham-se para algo maior. O protagonista Thanatos, mistura-se às linhas do tempo. Persegue um elo especial. O mundo carece de sentidos, todos buscam saber de onde vem suas dores existenciais. 
     Um dos cenários é descortinado, quando Hécate, deusa da Lua, move-se através de seu destino, o qual, aponta para as terras do Oriente. Lá, tudo se dissolve. Medo, mágoa e nulidade, forjam as paredes enevoadas de um soturno cativeiro. Lugar onde o sol não se despede. A deusa é testemunha de um incrível confronto entre o tigre o dragão.
     O trecho em questão, foi inspirado num texto homônimo de teatro e, na obra em questão, ganhou vida e sentido próprio. Por fim, a identidade da obra, é uma grande charada. O leitor, que ora se faz cúmplice e passional, encontra na essência, a sombra de seus mais ocultos medos e desejos.  

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     Há um personagem incomum em Ctônio; é o Crânio da Morte. Embora Thanatos, seja o protagonista da obra, seu Crânio é uma entidade independente. Há diálogos mentais entre os dois. O Crânio ainda, estabelece uma conexão com o leitor em momentos ímpares do texto. O objetivo é oferecer elementos ao entendimento do todo. 
     Além de estratégia literária, o Crânio ocupa o lugar indivisível da consciência moral do deus da Morte. Comporta-se com um inconsciente suspenso. É aquele amigo imaginário da infância que cresceu e se tornou mais que uma projeção. “Quando o confidente se torna juiz, pouco temos a esconder...” - Thanatos é provocativo! Seu humor é ácido e por vezes, seu relato poderá ser indigesto. Assim ele foi escrito, é assim que ele deve ser. 
     Ao leitor, reserva-se cautela, pois, longe do que é comum, é preferível que o odeie. Exato, esse, inclusive, é um pedido do ceifador logo de início: - Você precisa me detestar! Mas com elegância, por favor... faça isso como num drama... É curioso que ao longo da leitura, uma relação de amor e ódio seja construída, e em muitos momentos, é possível que a balança do juízo, não saiba dizer para que lado o prato vai pender com maior intensidade. 
     Eis o fascínio que toda a literatura tem a nos ofertar. Afinal, o que seria de nós se ouvíssemos os dois lados de uma mesma história? Logo, temos o primeiro ponto de vista sobre o passado, esse que nos chega através dos livros e dos arquivos. Numa segunda camada, reserva-se as memórias do deus da Morte. Será como uma viagem através de um espelho, mas não um espelho qualquer. Imagine que esse reflexo se desprende do vazio de uma lagoa profunda, ou um espectro que se desenlaça do nodoso cabo da foice que finda uma vida. Preparados?

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sexta-feira, 5 de novembro de 2021


     Zeus é sem dúvidas, é um dos personagens mais icônicos da literatura e mitologia antiga. Sua personalidade é descrita como a de um Rei que traz nova ordem aos desígnios dos deuses. Eis a famosa fase de prata da mitologia antiga. A presença do soberano do Olimpo em Ctônio: Memórias do Deus da morte, não poderia ser menos enfática.
     Embora ele não interfira nos rumos da trama, os episódios que contam com a atuação de Zeus, são de tirar o fôlego do leitor. Seu conflito se repete, assim como a intransferível sina dos deuses.
     Tal recorrência, acrescenta na narrativa elementos simbólicos que preparam o leitor para uma compreensão sobre o modo de agir e pensar dos deuses antigos. Revemos no papel deste deus, ideias cristalizadas pelos povos primitivos, metáforas da linguagem apontam os adereços fundamentais do raciocínio arcaico.
     Apesar de ser uma ficção, Ctônio foi embasado em décadas de estudo na literatura antiga e mitos de diferentes culturas. Há na obra, uma síntese histórica. Eclode, portanto, signos do passado, ligações inusitadas entre aspectos persistentes no inconsciente coletivo atual.
     A psicanálise de Freud e Jung, é visível, pontua elementos cruciais do passado perdido das histórias e, oferece notável vestimenta aos dramas da vida contemporânea. A ideia neste sentido, é oferecer ao um exercício pessoal, uma revisão dos questionamentos cotidianos. O que podemos esperar? Uma obra intuitiva, provocadora. Às vezes, não encontramos respostas, porque não estamos fazendo perguntas sóbrias, talvez, irônicas.


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     Hécate é a deusa da lua, pertence aos cultos arcaicos, sua dádiva é tríplice e sua presença remonta os mais antigos cultos religiosos, anteriores até mesmo aos textos gregos primevos, os quais, foram posteriormente anexados na cultura grega. Dizem que até mesmo o poderoso Zeus rendia suas homenagens à deusa, o que até hoje confere a esta entidade, muito mistério e simbolismo. 
     Em Ctônio: Memórias do Deus da morte, a personagem Hécate é fundamental, já que é através de sua sabedoria, que Thanatos encontra um modo de realizar seu maior desejo. Longe de ser considerada mera coadjuvante, Hécate tem vida própria. Trafega pelos desafios que permeiam o antigo Oriente e os cantos obscuros da lua eclipsada. É uma personagem feminina forte, amante dos desígnios e soturna... Age como a fiel da balança, pois, consegue provocar o leitor com suas enigmáticas objeções, exemplo: - Você quer realmente isso que deseja?


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 Jamal J. é um músico cego de Jazz, sua última conversa foi com Thanatos o deus da morte. Na obra Ctônio, o episódio de nome: "A música descortina a retina", vamos conhecer a triste história de um personagem criado num orfanato, e como sua tragédia pessoal o ensinou a compreender o significado da felicidade, mesmo que para isso, ele tenha que se considerar infeliz!




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     Ctônio: Memórias do Deus da morte, tem vários personagens inusitados, uma dupla que não poderia faltar é Adão e Eva... Como sempre, estão entrelaçados ao Destino, desta vez, refazem sua história e repetem seu erro. Entretanto, o pecado aqui não é um fruto proibido e sim um gesto, - Não! Eles não devem abrir a geladeira. Esse é o novo pecado... Descobrem, não por acaso, que ao discutir sua relação, Adão ama uma manequim de loja, enquanto Eva, sonha em passar férias com seu homem dos sonhos, neste caso, uma geladeira. É neste episódio, que Thanatos, o deus da morte vai encontrar o sentido de tudo que retorna. Por que tudo se repete? Quem somos nós diante da vida? Por que pensamos que estamos fazendo escolhas e seguindo rumos inéditos e acabamos percebendo que no fim, tudo não passou de um arremedo do passado? Em que momento da história alguém tomou a primeira decisão? Qual a diferença entre a lâmpada de uma geladeira e um coração?



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"A morte é como a foto de um fantasma, ou a ausente sombra da chama da vela, você sabe que existe, sabe que está ali, mas não a vê, podemos quando muito, ver da morte, apenas o que é alheio a nós mesmos, já a nossa, essa sempre nos escapa, assim como não pude testemunhar meu próprio nascimento, será o mesmo com a minha morte, é uma participação única, uma participação sem memória... - ao nascer, demoramos para descobrir o que somos, ao morrer, nos deparamos com a mesma sensação de impotência. Contudo, temos esse entremeio, isso que chamamos vida, e a vida se multiplica, a morte se repete. Uma é eterna querendo ser passageira, outra é fortuita querendo ser eterna. É por isso que decidi escrever Ctônio, essa mentira verdadeira, um mito sobre os mitos, uma lenda sobre quem somos por dentro"...





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"Moira" em grego significa destino, esse elemento é um dos fios condutores da trama de Ctônio, as clássicas personagens da mitologia, Átropos, Cloto e Láquesis oferecem importantes elementos como eixo da obra, além de estarem presentes em algumas passagens singulares do texto, o leitor poderá conhecer melhor seu modo arcaico de pensar e definir os destinos humanos e divinos.


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A perspectiva estética de CtÔnIo: Memórias do Deus da morte é de um mergulho, onde a história é narrada pelo deus grego da morte Thanatos, o personagem é constante caos, refluxo... Sua busca se revela nos entremeios da linguagem, ele deve ser amado e odiado, não busca explicação, talvez, ressoar. É uma ficção abusada, ambiciosa, ataca o que nos perturba, é um livro para todos e nenhum.


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     Saudações caros leitores(as), artistas e amantes da ficção. Este Blog foi modificado. Anteriormente, a função do canal de comunicação, era restrita para a divulgação de peças teatrais, textos e produções que respondiam ao hoje extinto, Grupo Teatral Gayatri. O referido grupo, esteve presente nos palcos por mais de uma década, foi um projeto ousado, um projeto que colheu muitos frutos, formou muitos artistas e revelou grandes talentos. 
     Todavia, em meados de 2015, o grupo se desfez, sua trajetória marcou os integrantes para sempre e, como Dramaturgo e Diretor, senti que minha missão estava cumprida. Nem todas as lembranças são positivas, contudo, hoje, após meditar sobre a rotina vivida, vejo que a vida é composta de emoções, desejos, medos e aflições, que escapam da dimensão dos palcos. 
     Logo, vejo que tivemos uma boa história, e que essa narrativa permanece viva na memória de cada integrante, ainda que ao seu modo. E foi por esse motivo, que eu, como o último sobrevivente de uma equipe que me trouxe grande aprendizado, decidi manter o domínio, mas reformular a proposta do Blog e hospedar neste espaço, novos horizontes. 
     Aos que me conhecem, ou que tiveram a oportunidade de trabalhar comigo na ate, sabem que, embora eu tenha me dedicado ao teatro na função de ator e diretor por mais de 20 anos, sabem que minha paixão pelas letras sempre foi especial. Quando as atividades teatrais foram encerradas, entrei numa nova etapa, uma fase embrionária que me levou a rever tudo que havia feito até o momento. O produto dessa gestação de ideias, aliada ao período de solidão, trouxe ao mundo uma grande obra. Ctônio: Memórias do Deus da morte é uma trilogia, é um misto de vivências e teorias literárias protagonizadas num passado quase esquecido. 
     Quando a obra se mostrou estável, coesa e com fôlego, percebi que concebera algo novo. Assim, nasce este livro. Um livro para todos e nenhum. Uma obra catártica para todos os leitores que buscam algo estranho e, em simultâneo, familiar. Conto com a apreciação dos que buscam a leitura como, forma de conhecimento, distração, ou apenas, saciar a curiosidade sobre novos enredos...  



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quinta-feira, 4 de novembro de 2021


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CtÔnIo: Memórias do Deus da morte é livro barroco e desbotado. É barroco devido ao cuidado com que as palavras foram escolhidas para traduzir exagero e tradição. Entretanto, é desbotado, pois, persegue um sentido novo, algo que sempre esteve coberto pelo verniz do passado, mas que diante do desejo de revelar o oculto, faz desbotar os arabescos da linguagem. Ao leitor, reservou-se um duplo magnetismo, uma relação de amor e ódio, algo que no começo, soará estranho. Somado ao sentimento confuso, cada um sentirá esse universo ao seu modo, sem perda de identidade. Por fim, é possível que essa leitura se converta em confessionário e as páginas se metamorfoseiem em espelhos. Caberá aos olhos, decidirem, o quanto de si, preferem ver ou deixar guardado.

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É possível explicá-los em poucas palavras? Eles mesmos serima capazes de fazer isso? Tanto Nietzsche quanto Freud, são personaldiades icônic...