Escrever é tecer uma linha invisível entre o coração e o cérebro. É um ato solitário sobre o coletivo, uma forma de acelerar a ebulição de nossos sonhos. Escrever é uma tarefa ambivalente, e quem sabe, o que resta desse processo possa um dia ser lido e contemplando.
Todo escritor se assemelha a um garimpeiro. Busca com sua peneira da razão pelos detritos preciosos dos sentimentos. As palavras são valiosas e, quanto mais se escreve, percebe-se que nem tudo se revela útil. Escreve, minerar, cercar o vazio com a imaginação... Emprestar das letras um instinto pessoal.
Na escrita tudo é possível, mesmo quando ela ressoa sem sentido. É uma arte, visto que tal ofício, se perfaz pelo não-dito. Sabemos que ler é um imenso prazer, e mais intenso se torna esse sentimento, quando ao invés de simplesmente entendermos o que foi dito, tomamos consciência do que mais é possível ser pensado a partir do que foi deixado no ar. Leia... Leia mais, e leia sempre...

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