CtÔnIo: Memórias do Deus da morte é livro barroco e desbotado. É barroco devido ao cuidado com que as palavras foram escolhidas para traduzir exagero e tradição. Entretanto, é desbotado, pois, persegue um sentido novo, algo que sempre esteve coberto pelo verniz do passado, mas que diante do desejo de revelar o oculto, faz desbotar os arabescos da linguagem. Ao leitor, reservou-se um duplo magnetismo, uma relação de amor e ódio, algo que no começo, soará estranho. Somado ao sentimento confuso, cada um sentirá esse universo ao seu modo, sem perda de identidade. Por fim, é possível que essa leitura se converta em confessionário e as páginas se metamorfoseiem em espelhos. Caberá aos olhos, decidirem, o quanto de si, preferem ver ou deixar guardado.
"O passado é uma lenta carruagem puxada por duas éguas loucas filhas de uma tragédia". (L.M.Dourado)
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