Ctônio: Memórias do Deus da morte, tem várias histórias paralelas. Entretanto, não são histórias soltas. Com a evolução da narrativa, os fatos se cruzam. Encaminham-se para algo maior. O protagonista Thanatos, mistura-se às linhas do tempo. Persegue um elo especial. O mundo carece de sentidos, todos buscam saber de onde vem suas dores existenciais.
Um dos cenários é descortinado, quando Hécate, deusa da Lua, move-se através de seu destino, o qual, aponta para as terras do Oriente. Lá, tudo se dissolve. Medo, mágoa e nulidade, forjam as paredes enevoadas de um soturno cativeiro. Lugar onde o sol não se despede. A deusa é testemunha de um incrível confronto entre o tigre o dragão.
O trecho em questão, foi inspirado num texto homônimo de teatro e, na obra em questão, ganhou vida e sentido próprio. Por fim, a identidade da obra, é uma grande charada. O leitor, que ora se faz cúmplice e passional, encontra na essência, a sombra de seus mais ocultos medos e desejos.
Todos os direitos são reservados a Leandro Matzenbacher Dourado, é proibida a divulgação de material, sem autorização.

Nenhum comentário:
Postar um comentário