"A morte é como a foto de um fantasma, ou a ausente sombra da chama da vela, você sabe que existe, sabe que está ali, mas não a vê, podemos quando muito, ver da morte, apenas o que é alheio a nós mesmos, já a nossa, essa sempre nos escapa, assim como não pude testemunhar meu próprio nascimento, será o mesmo com a minha morte, é uma participação única, uma participação sem memória... - ao nascer, demoramos para descobrir o que somos, ao morrer, nos deparamos com a mesma sensação de impotência. Contudo, temos esse entremeio, isso que chamamos vida, e a vida se multiplica, a morte se repete. Uma é eterna querendo ser passageira, outra é fortuita querendo ser eterna. É por isso que decidi escrever Ctônio, essa mentira verdadeira, um mito sobre os mitos, uma lenda sobre quem somos por dentro"...
"O passado é uma lenta carruagem puxada por duas éguas loucas filhas de uma tragédia". (L.M.Dourado)
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