sexta-feira, 5 de novembro de 2021


     Zeus é sem dúvidas, é um dos personagens mais icônicos da literatura e mitologia antiga. Sua personalidade é descrita como a de um Rei que traz nova ordem aos desígnios dos deuses. Eis a famosa fase de prata da mitologia antiga. A presença do soberano do Olimpo em Ctônio: Memórias do Deus da morte, não poderia ser menos enfática.
     Embora ele não interfira nos rumos da trama, os episódios que contam com a atuação de Zeus, são de tirar o fôlego do leitor. Seu conflito se repete, assim como a intransferível sina dos deuses.
     Tal recorrência, acrescenta na narrativa elementos simbólicos que preparam o leitor para uma compreensão sobre o modo de agir e pensar dos deuses antigos. Revemos no papel deste deus, ideias cristalizadas pelos povos primitivos, metáforas da linguagem apontam os adereços fundamentais do raciocínio arcaico.
     Apesar de ser uma ficção, Ctônio foi embasado em décadas de estudo na literatura antiga e mitos de diferentes culturas. Há na obra, uma síntese histórica. Eclode, portanto, signos do passado, ligações inusitadas entre aspectos persistentes no inconsciente coletivo atual.
     A psicanálise de Freud e Jung, é visível, pontua elementos cruciais do passado perdido das histórias e, oferece notável vestimenta aos dramas da vida contemporânea. A ideia neste sentido, é oferecer ao um exercício pessoal, uma revisão dos questionamentos cotidianos. O que podemos esperar? Uma obra intuitiva, provocadora. Às vezes, não encontramos respostas, porque não estamos fazendo perguntas sóbrias, talvez, irônicas.


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